
A ideia de Cinderela se dissipou por toda a sociedade, assim como, a ideia do príncipe encantado montado em seu cavalo branco. A mulher tem que saber cozinhar, ser boa mãe, sensível, doce, amorosa, ser uma ótima dona de casa e ainda ter uma aparência digna do título “princesa”; e o homem, tem que ser o protetor, provedor da casa, rígido, romântico e ao mesmo não pode chorar "porque homem não chora" (a mala já está lá fora...). Entretanto, durante toda a história mulheres quebram esse paradigma, delas que foram às guerras como Joana D’arc. e Maria Quitéria.
E esses estereótipos criados são retratados para nós desde a
infância, com a princesa imaculada e seu príncipe charmoso felizes para sempre
em um reino mágico e rico. Entretanto, em 2001 um conto de fada foi lançado e me
chamou muito a atenção. “Shrek” nele a princesa é uma ogra independente, o
príncipe um mimadinho e o amor de sua vida um ogro sensível e pobre.
Quero destacar aqui a imagem da Fiona, estamos acostumados com discursos feministas e muitos não entender o que isso queira dizer de fato. Acreditam que feminismo é um machismo às avessas, em que a mulher quer ser um homem opressor e só lhe faltasse a barba para isso. Não é bem assim, o feminismo legítimo defende a igualdade de direitos para ambos os sexos.
Quero destacar aqui a imagem da Fiona, estamos acostumados com discursos feministas e muitos não entender o que isso queira dizer de fato. Acreditam que feminismo é um machismo às avessas, em que a mulher quer ser um homem opressor e só lhe faltasse a barba para isso. Não é bem assim, o feminismo legítimo defende a igualdade de direitos para ambos os sexos.
Esse filme retrata um pouco dessa realidade, em que
mulheres estão cada vez mais buscando sua independência e lugar na sociedade.
Fiona é a princesa que traduz o sentimento da mulher, não diria atual, porque a
mulher quer e merece espaço desde as primeiras civilizações, o que muda é a
proporção e forma que isso se deu/dá.
Em uma pesquisa recente, cerca de 800 homens foram
entrevistados sobre quais as características que queriam pra suas parceiras e
filhas, resultou em “homens querem filhas independentes e mulheres obedientes”,
mas em ambos os casos a maioria deseja mulheres inteligentes assim como filhas
inteligentes. E qual a ligação disso com Fiona? Fiona é essa mulher, na
animação ela é alguém sensível, mas ao mesmo tempo firme em suas decisões que
inclusive tem uma luta corporal pra defender Shrek e o Burro, o que já desmistifica
a ideia de que lutar é para meninos.
O que me encanta na animação é saber que crianças em período
de formação tendem a aceitar e imitar esse novo estereótipo, ensinadas a não desmerecer
o outro por seu fenótipo e classe social, além de aceitar a condição feminina
de não ser escrava de conceitos já assinalados.
Mas também, temos de estar cientes que futuros cidadãos capazes
de ir além da Cinderela, não serão formados apenas através desses filmes, explica
a psicóloga e terapeuta cognitivo-comportamental infantil Nayara Benevenuto
Peron. “A imitação é uma capacidade inata da criança. Até os 3 anos,
elas imitam os pais, os irmãos e os professores.” Dessa forma, é responsabilidade
de todos liberar espaço para Fionas. Afinal, me perdoem as princesas, mas ser ogra é mais inteligente que ser
princesa!
Para encerrar, acredito que Fiona concluiria cantando Rita Lee
“Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem.”
Beijos da aprendiz de ogra!
Desejo aos leitores que não só as crianças possam aprender com essa animação, mas que a cada dia possamos deixar de lado esses dogmas sociais que nos perseguem, segue aí um vídeo bem reflexivo. Como temos muito a aprender com as crianças e sua ótica “imaculada”.
Beijos da aprendiz de ogra!
Desejo aos leitores que não só as crianças possam aprender com essa animação, mas que a cada dia possamos deixar de lado esses dogmas sociais que nos perseguem, segue aí um vídeo bem reflexivo. Como temos muito a aprender com as crianças e sua ótica “imaculada”.



amei, minha fiona s2
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